Empreender no Brasil vai muito além de abrir um CNPJ. Envolve uma decisão movida por necessidade, oportunidade ou desejo de autonomia. Entender o perfil do empreendedor brasileiro em 2025 é fundamental para quem pretende abrir um negócio, contratar, investir ou prestar serviços para esse público. Esse conhecimento ajuda também a desenhar soluções mais realistas e alinhadas com a realidade de quem está na linha de frente da atividade econômica do país.
O crescimento do empreendedorismo
Segundo a pesquisa GEM 2024/2025, cerca de 30% da população adulta brasileira está envolvida com algum tipo de atividade empreendedora. Isso inclui tanto empreendedores em estágio inicial quanto donos de negócios estabelecidos.
O Brasil se manteve entre os países com maior taxa de empreendedorismo do mundo, puxado especialmente pelo setor de serviços, com destaque para beleza, alimentação, vestuário, tecnologia e serviços pessoais. Muitos desses negócios surgem com estrutura enxuta, começando em casa, com recursos próprios e apoio familiar.
Quem é o empreendedor brasileiro
- Idade: a maior concentração está entre 25 e 44 anos, com predominância da faixa de 30 a 39. Também cresce o número de empreendedores com mais de 60 anos, que veem no negócio próprio uma forma de complementar a renda ou manter ativa a carreira.
- Gênero: as mulheres representam cerca de 50% dos empreendedores iniciais, muitas vezes conciliando as atividades com responsabilidades familiares. Elas tendem a atuar com foco em serviços, moda, alimentação e cuidados pessoais.
- Educação: o nível de escolaridade tem aumentado, com mais da metade dos empreendedores tendo ensino médio completo ou superior. A educação não garante sucesso, mas contribui para maior organização e controle do negócio.
- Renda: muitos começam com capital próprio baixo, por vezes inferior a R$ 5 mil. A informalidade ainda é comum na fase inicial, com posterior busca por formalização via MEI.
Motivações para empreender
- Por necessidade: a perda de emprego ou dificuldade de inserção no mercado leva muitas pessoas a criarem o próprio negócio como única alternativa de sustento.
- Por oportunidade: identificação de demandas não atendidas, vontade de independência financeira ou paixão por uma atividade.
- Por herança familiar: continuidade de pequenos comércios ou serviços iniciados por parentes, principalmente em setores tradicionais como alimentação, reparos e varejo.
Desafios enfrentados
Mesmo com o aumento da digitalização e acesso a informação, os desafios persistem:
- Falta de planejamento financeiro e capital de giro
- Dificuldade para formalizar e cumprir obrigações fiscais
- Acesso limitado a crédito, especialmente para quem está fora dos grandes centros
- Pouco conhecimento sobre precificação, formação de preços e gestão de custos
- Baixa utilização de ferramentas de controle e relatórios financeiros
O papel da contabilidade consultiva
Mais do que calcular tributos, a contabilidade consultiva tem ajudado o empreendedor a entender o que acontece no seu negócio. Isso inclui:
- Orientar sobre a forma correta de abrir a empresa e a escolha do CNAE
- Definir o regime tributário mais adequado ao faturamento e à margem
- Acompanhar indicadores como margem de contribuição, fluxo de caixa, ponto de equilíbrio e sazonalidade
- Ajudar a estruturar o pró-labore, a distribuição de lucros e a separação entre contas pessoais e da empresa
- Criar um ambiente mais seguro para tomada de decisão, com relatórios mensais e simulações tributárias
O perfil do empreendedor brasileiro é diverso, resiliente e em constante evolução. Mas também revela a necessidade de apoio técnico desde os primeiros passos. Não basta apenas vontade e coragem, é preciso planejamento, educação financeira, gestão eficiente e orientação contábil de verdade.
A FERCONT acredita que o sucesso de um negócio começa com informação, acompanhamento prático e proximidade com o empresário.



